Uma reflexão: O PLANO POLIS
O que se passa com a tão badalada, enfatizada, desejada, polémica, geradora de conflitos e profética intervenção do Programa POLIS na Costa de Caparica?
O ano de 2002 e 2003 já lá vão! E em 2004?
Quando se lê:
"A intervenção do Programa Polis na Costa de Caparica tem como objectivos principais recuperar as praias urbanas através de obras de defesa costeira e de alimentação artificial das mesmas, requalificar toda a frente de praias a fim de potenciar a qualidade de uso balnear, requalificar a zona urbana da vila, criar zonas de passeio, desporto e lazer, criar zonas de estacionamento retirando os carros de áreas que deverão ser pedestres..." em http://www.costapolis.pt/ , sentimo-nos no país das maravilhas e em 2006 estaremos a viver e a usufruir de uma das melhores estâncias balneares da Europa.
Será?
Para quem conhece a fundo, a real situação da degradação galopante da vida social, turística, urbanística, paisagística, etc., em que se encontra a Costa de Caparica, este famigerado Programa, talvez fosse o principio da tão desejada resolução dos gigantescos problemas em que os Caparicanos foram mergulhados, ao longo dos anos, resultante de uma insípida gestão dos recursos, por parte do poder local, recheada de desencontros e arrufos partidários caseiros e com o poder central.
O "Euro 2004" e o "Rock in Rio" em Maio e Junho de 2004, traz a Portugal, e especialmente à Grande Lisboa, muitos milhares de estrangeiros jovens que procuram o bom clima atlântico das praias de areia branca e solarengas da Caparica. Para esses visitantes, que qualidade de serviços e infra-estruturas a Costa da Caparica oferece?
Que argumentos temos para apresentar, tentando convencê-los, erradamente, que não somos um país marcadamente terceiromundista, último do ranking da União Europeia e com aquele odor desse fruto tropical tão apreciado, chamado banana?
Haverá PLANO POLIS que nos valha?
Viva a República!
Adamastor
adama@iol.pt
NOTA: Pode comentar no FÓRUM DE OPINIÃO
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Contra alteração prevista pelo Polis
Moradores da Charneca da Caparica contestam transferência de três parques de campismo.
Os moradores da Charneca da Caparica, no concelho de Almada, contestam a anunciada transferência dos três parques de campismo da Costa Nova para uma zona de pinhal. Os ambientalista aceitam a mudança prevista pelo Programa Polis, mas os residentes na zona temem que a mudança traga o fim do sossego. 2004-01-21 08:19
Trata-se duma propriedade privada, que vai ser expropriada para receber cerca de 19 mil campistas. Para os ambientalistas, apesar de ser paisagem protegida e de estar ao lado da Mata dos Medos, é a solução possível.
O Pinhal do Inglês ocupa quase 100 hectares, está perto das praias da Costa da Caparica e é uma das entradas possíveis na Mata dos Medos.
São ambas áreas protegidas, uma mais do que a outra. O Pinhal do Inglês, propriedade privada, vai ser expropriado para que aí passem a existir em vez de um manto denso de vegetação algumas árvores e espaço para mais de 18 mil campistas, um número calculado em função da actual ocupação de três dos parques de campismo que existem na Caparica.
Parques a funcionar dentro de três anos
O objectivo é que, no máximo, no final de 2006, os novos parques de campismo possam ser uma realidade e a frente de costa volte a ter dunas. O que hoje está fechado a alguns campistas pode passar a ser espaço de praia aberto a todos.
Enquanto isso, somam-se dúvidas: Como vão os novos campistas chegar a praias que estão afastadas alguns quilómetros? Onde vão estacionar? Quantas árvores do Pinhal do Inglês vão de facto ser cortadas? Têm ou não os moradores da zona motivo para preocupação?
Notícia extraida de http://sic.sapo.pt/ em 21 de Janeiro de 2004
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