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O PLANO POLIS E A MUDANÇA DOS PARQUES DE CAMPISMO

“A COSTA PRECISA DE ATENÇÃO E DE SER CUIDADA...”

Desabafo da proprietária de um Bar-Esplanada na Costa de Caparica. Com o devido respeito, transcrevemos, na íntegra, uma pequena reportagem publicada no “Correio da Manhã” de 21 de Agosto de 2006.

Já lá vai o tempo em que a esplanada do Pira Pora, um bar na praia do Castelo, Costa de Caparica, estava sempre cheia. Este ano, devido a actos de vandalismo no estabelecimento, a proprietária só abriu as portas um mês mais tarde, em Julho. Desde então, já foi assaltada quatro vezes. “Isto está a tornar-se insustentável”, acusa Gracinda Barbosa.

“Este ano os assaltos nos parques de estacionamento, nos pontões e no areal estão a afastar os veraneantes e a situação está a tornar-se insustentável para os concessionários, por causa dos assaltos aos bares”, acusou a proprietária.

Anteontem de madrugada, desconhecidos arrombaram-lhe o bar da praia e levaram-lhe 450 euros em dinheiro e diversos valores. “Desde o dia 1 de Julho este é o quarto assalto. Mal tenho tempo de me refazer e há novo ataque”, acusou Gracinda, que deixou de vender algumas refeições rápidas porque os ladrões também lhe levaram a comida. Há cinco anos que Gracinda explora o Pira Pora na época balnear e nunca viu “a Costa tão insegura e tão vazia”.

Um dos donos do restaurante Praia do Castelo partilha da mesma opinião. Desde que há dois anos lhe roubaram dois geradores, António Vieira tem evitado várias tentativas de assaltos porque ele, a família e os funcionários vão revezando as dormidas no estabelecimento para afastar os amigos do alheio. Também os dois cães rottweiler têm sido fundamentais no alarme.

PORMENORES

DESPESAS

Com as praias vazias e os sucessivos assaltos, os proprietários queixam-se de que as despesas são superiores aos lucros. Cada concessionário é obrigado a pagar a dois nadadores salvadores, se não é multado. O preço da concessão do espaço também é elevado.

ACESSOS

Os concessionários das praias queixam-se da falta de acessos às praias. A falta de estacionamento, os acessos em terra batida e o trânsito dificultariam o trabalho de qualquer carro dos bombeiros, acusam. “A Costa precisa de atenção e de ser cuidada”, diz Gracinda Barbosa